A cerimônia contou com a presença do presidente da agência, Andrés Tolosa, e da ex-presidente da Antel e atual Ministra da Indústria, Carolina Cosse, que disse que o cabo submarino representa "um grande impulso para a economia digital de nosso país".
"O cabo nos permite ter a capacidade de controle e independência absoluta no mundo da Internet", disse ele. A hierarquia descreveu a nova construção como "um marco histórico".
Cosse disse que "esta obra é a locomotiva do século XXI". Ela acrescentou que "o futuro é agora". Este fio uruguaio de última tecnologia abre os portões para o novo mundo com soberania", disse ele.
"O futuro está aqui, agora, entre nós. Não vamos procurá-lo em outro lugar", disse o ministro.
Como noticiado, o cabo oceânico ligará diretamente o Uruguai e o Brasil aos Estados Unidos, ligando as cidades brasileiras de Santos e Fortaleza com Boca Raton (Flórida) e Santos com Maldonado. O projeto começou em 2012, durante a presidência da Cosse, foi anunciado em 2014 com um investimento de US$ 73 milhões e em novembro de 2015 foi assinado o contrato entre a Antel e o Google. Ela representa uma economia acumulada de US$ 195 milhões, de acordo com dados fornecidos pela empresa estatal em 2015.
A construção, que levou dois anos, foi realizada em parceria com o Google e as empresas Angola Cables (Angola) e Algar Telecom (Brasil). A nova rota tem 10.556 km de comprimento e tem seis pares de fibras. A largura de banda dos sistemas de cabos submarinos existentes será aumentada em 64 terabits (8000 gigabytes) por segundo de capacidade.
O acordo assinado com o Google em 2015 permite que, através do cabo submarino, a Antel possa tornar-se um fornecedor internacional de serviços de telecomunicações, o sexto na América do Sul. O próprio sistema de fibra óptica submarina "significa independência e soberania para o país, com garantia de largura de banda disponível a longo prazo", disse a entidade.
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