Conecta

Sé parte Contacto

A cada 33 segundos há um Ataque Cibernético na América Latina

25/09/17

Entre janeiro e agosto de 2017, 677 milhões de ataques cibernéticos foram registrados na América Latina, o que implica um aumento de 59% em relação a 2016 e significa que 117 ataques foram realizados a cada hora e 33 a cada segundo.
Tempo de leitura: 3 atas

Estes números foram revelados pela empresa de segurança informática Kaspersky durante a sétima Cúpula Latino-Americana de Analistas de Segurança, realizada em Buenos Aires (Argentina) de 10 a 13 de setembro.

 

De acordo com Kaspersky, Brasil, México e Colômbia são os países que mais sofreram ataques cibernéticos até agora em 2017, o que inclui ataques realizados enquanto estavam conectados à Internet e enquanto estavam offline. Em número de ataques, o Brasil representa 53% do total, enquanto o México ficou em segundo lugar com 17% e a Colômbia em terceiro lugar, com 9%.

 

Segundo Fabio Assolini, um analista da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky (GReAT), embora ataques como o resgate (software malicioso que restringe o acesso a certas partes ou arquivos no sistema infectado e pede um resgate em troca) tenham sido um dos vetores com maior incidência global, como nos casos recentes de WannaCry e NotPetya, os ataques offline predominam na região, que são realizados principalmente através do uso de software pirateado.

 

"São os que são dados por USB ou DVD ou qualquer outro disco infectado. A maneira mais comum de serem infectados é através de fendas, que são arquivos que as pessoas usam para piratear software oficial e não pagam", disse Assolini à mídia em Buenos Aires.

 

Dos ataques offline, 50% estão relacionados à pirataria, 40% são malwares (programas maliciosos) e os 10% restantes estão relacionados a outros casos. "Isto é uma indicação de que a pirataria ainda é um grande problema na região", disse o analista.

 

De acordo com Assolini, os ataques offline são identificados pelas letras LNK no arquivo e a maioria vem através de uma unidade USB infectada.

 

Outro vetor de ataque comum na região é o phishing, que busca obter informações pessoais e financeiras por meios fraudulentos e é realizado via e-mail com arquivos Java Script.

 

"Eles são a principal maneira de atacar enquanto você está navegando porque Java Script é usado atualmente para tudo na Internet", disse Assolini.

 

Em termos de ameaças móveis, Kaspersky registrou 931.000 detecções de malware nos primeiros oito meses de 2017. Mais uma vez, Brasil, México e Colômbia lideraram esta categoria, com 31%, 29% e 7% dos casos, respectivamente.

 

Quanto aos ataques de resgate na região, eles aumentaram em até 30% no último ano.

 

De acordo com a empresa de segurança informática, o Brasil responde por 54,9% de todos os ataques deste tipo detectados na área, seguido pelo México, com 23,4%, e pela Colômbia, com 5% dos casos.

 

"De 2016 até hoje, metade dos vírus detectados na América Latina pertencem à categoria Trojan, sendo o Trojan-Ransom o que mais cresce", disse Santiago Pontiroli, analista de segurança da Kaspersky na América Latina.

 

Os ataques visam principalmente o setor da saúde, assim como as pequenas e médias empresas, que entre 2016 e 2017 sofreram sequestro de dados, "a ameaça com maior impacto na América Latina", de acordo com o especialista.

 

Em meados de maio, o mundo foi confrontado com o WannaCry, o maior ataque de vírus de computador da história, visando instituições e empresas em mais de 100 países.

 

Embora os lucros dos perpetradores do ataque extensivo tenham sido estimados em 100.000 dólares, os danos causados aos usuários afetados excederam em muito esse valor, de acordo com a empresa russa.

 

Em julho de 2016, a polícia holandesa, a Europol, a Intel Security e a Kaspersky lançaram uma ferramenta online chamada No more ransom, para ajudar a desbloquear computadores infectados por diferentes tipos de ransomware sem nenhum custo.

 

"Graças a esta iniciativa sem fins lucrativos, mais de 30.000 usuários em todo o mundo decriptaram seus dispositivos e conseguiram conter, de certa forma, esta ameaça global", diz Santiago Pontiroli. Fonte CNN.

 

 

Compartilhe