Conecta

Sé parte Contacto

"A transformação digital está na agenda dos CEOs".

3/05/17

As tendências macrotecnológicas e sua aplicação em empresas da região foram alguns dos pontos destacados pelo vice-presidente da Logicalis Cono Sur durante a quinta edição do Fórum TIC.
Tempo de leitura: 4 atas

Internet das coisas, grandes dados, análises, cibersegurança e inteligência artificial foram as tecnologias que foram o foco da quinta edição do TIC Forum, um evento organizado pela Logicalis a nível regional, com a participação de empresas clientes uruguaias.

 

A necessidade de reformar o relacionamento de uma empresa com seus clientes e orientar suas soluções para os serviços impulsiona a chamada "transformação digital", que foi o foco das conversações deste ano. O vice-presidente da Logicalis para o Cone Sul, Carlos Pingarilho, comentou que embora possa parecer que a região está sempre um passo atrás nas mudanças tecnológicas, "a transformação digital é um tema para todos, está na agenda dos CEOs e gerentes de todas as empresas".

 

Tecnologia como parceiro comercial é um conceito que foi enfatizado durante as apresentações do fórum, que incluiu especialistas regionais da empresa, especializados no desenvolvimento de soluções.

 

Pingarilho explicou que alguns dos termos tecnológicos apresentados são os que as empresas e os usuários "ouvirão a partir deste ano, em que as empresas da região já estão trabalhando". "A internet das coisas é falada como uma fantasia, mas já é uma realidade", acrescentou ele.

 

"A Internet das coisas já é uma realidade, temos que antecipar a tendência e começar a desenvolvê-la".

 

Além das exposições, o provedor de soluções tecnológicas Logicalis apresentou demonstrações com os desenvolvimentos que estão realizando para seus clientes na região - inclusive no Uruguai -. Uma delas tem a ver com soluções inteligentes, com um dispositivo que retira informações de um jardim vertical -quiteto freqüentemente utilizado nas fachadas de algumas empresas-, o que permite a irrigação automática ou a tomada de valores para melhorar o cuidado dos mesmos.

 

O processo de consultoria para entender quais são as necessidades tecnológicas de uma empresa pode levar vários meses. Algumas vezes, especialmente quando as empresas são complexas em sua estrutura e volumosas em termos de número de funcionários ou outras variáveis, a implementação da solução inovadora pode ser resistida, de acordo com a Pingarilho. "Quanto mais pesada a empresa, mais difícil é fazer uma mudança. Não há nenhuma vertical comercial específica que complique mais ou menos, é o gigantismo que dificulta", resumiu ele.

 

Mudança de rumo

"O foco do negócio é a experiência do cliente", disse o vice-presidente regional da Logicalis. E isso, segundo o especialista, traz consigo uma mudança no negócio. "As empresas que prestam serviços tecnológicos devem trabalhar com os clientes para pensar em novos modelos de negócios, a mudança começa a partir daí", disse ele.

 

Há várias chaves que, segundo a Pingarilho, alcançarão o sucesso de uma empresa no caminho da transformação tecnológica. Uma delas é o envolvimento do CEO da empresa em questões tecnológicas.

 

Citando uma pesquisa realizada pela Logicalis globalmente, em 2016, a atenção dos CEOs foi de 70% focada nas operações e 30% na estratégia, uma porcentagem que deveria ser maior, de acordo com o especialista.

 

"É bom terceirizar a tecnologia e concentrar-se nas questões comerciais, mas não descuidar dos processos", insistiu ele.

 

Por outro lado, o papel do CIO - responsável pelos sistemas - deve evoluir. O CEO da Logicalis para a América Latina, Rodrigo Parreira, disse que assim como os CEOs devem conhecer os processos de transformação tecnológica, os responsáveis pelos sistemas devem estar no negócio, pensando na inovação. "(O CIO) deve ser um tecnólogo, um catalisador e um estrategista", explicou ele. Além disso, Parreira apontou a amplitude das funções desta posição, que não é mais "quem controla que as luzes do centro de dados funcionem corretamente".

 

Em relação à terceirização, Parreira mostrou dados de uma pesquisa regional da empresa, que mostra que 50% das áreas de TI das empresas estão fora das empresas, administradas por terceiros.

 

Inovar ou desaparecer

Parreira mencionou os quatro eixos da transformação digital. A mudança cultural que provocou mudanças no consumo foi a primeira a ser destacada. Por sua vez, a empresa digital, com a mudança nos negócios para mudar o relacionamento com os clientes é de vital importância, de acordo com o CEO.

 

"A tecnologia vai ser o mais importante pólo de produção econômica", explicou ele. Isto se traduz em um aumento das plataformas colaborativas peer-to-peer, nas quais as grandes corporações precisam se envolver. "Muitas empresas incubam startups para alavancar seus conhecimentos e desenvolvimento uma vez que culminam com o processo", disse ele. Finalmente, a mudança na sociedade e na demanda por serviços, foi destacada como o quarto eixo de transformação digital no qual as empresas já estão entrando.

 

Por sua vez, a visão do vice-presidente da Logicalis, Carlos Pinagrilho, foi radical em termos da importância da transformação tecnológica nas empresas da região. "Diz-se que dentro de alguns anos, muitas das empresas que atualmente são powerhouses não existirão porque não serão capazes ou não estarão dispostas a se adaptar e se mover em uma nova direção para executar a transformação digital. Isso é crítico. Não assumir riscos não existe", disse ele.

 

Ele terminou com um conceito claro: "A tecnologia transforma a vida, e todos nós podemos contribuir para a transformação digital". Empresas, fundamentalmente".

 

Desenvolvimentos ao seu alcance

Durante o primeiro dia da conferência, vários stands foram montados no hotel Sofitel La Reserva Cardales em Buenos Aires, dedicados a demonstrar as soluções em que a Logicalis está trabalhando a nível regional. Uma delas é a chamada "infra-estrutura ágil", para detectar picos de consumo na nuvem, alugá-los quando necessário e deixá-los livres para outro uso no resto do tempo.

 

O Diretor de Desenvolvimento de Negócios, Juan Fernandes, explicou que esta solução é especialmente para sites de comércio eletrônico.

 

Outra inovação é o chamado WiFi NG, que é usado para detectar o caminho de uma pessoa em um lugar, e aprender informações quando ela está conectada a uma rede sem fio.

 

Fonte: O Observador

Compartilhe